Mestres do Ar - Episodio 6

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Depois de 6 meses do lançamento do 5º Episodio, está pronto, nosso 6º video, com novos traceus, novos movimentos. Assistam:



PARKOUR??

PARKOUR

Parkour é o nome dado por David Belle, ex-bombeiro francês de elite, para uma prática de desenvolvimento das habilidades naturais do homem, com o objetivo em algo ÚTIL. Isso significa que consiste em usar seu corpo de maneira útil ao deslocamento, sabendo usar habilidades como correr, pular, se equilibrar, escalar em seu benefício numa corrida, como fugindo de um perigo por exemplo.

Antes de tudo..
TIRE O LE DO PARKOUR
Muitas pessoas divulgam a atividade como sendo "LE PARKOUR". Na realidade, o nome é simplesmente Parkour, e o artigo masculino "Le", em francês, nada tem a ver com o nome da atividade em si. Parkour é simples e objetivo, seu nome também.

Agora..

QUESTIONE

Parkour vai além do físico. Vai além do seu objetivo original. Ele libera um instinto básico do humano, de se movimentar, de usar seu corpo de maneiras ditas não convencionais pelos tempos atuais. Libera um instinto de usar seu corpo e usar o ambiente de forma diferente do qual foi projetado. Estimula a pessoa a questionar. Porque devo subir pela escada se eu posso subir o muro? Porque ir pelo caminho traçado se meu corpo pede pra ir por outro? Porque dar a volta no corrimão se eu posso pular por cima? Eu posso seguir meu caminho, pensar da minha forma, não preciso seguir ninguem!


RESPEITE

Respeite a si mesmo. Respeite os outros. Respeite seu corpo.
Cuidado com a liberdade. Acima de tudo vivemos em sociedade, que se baseia em respeito mútuo. Não pratique em lugares proibidos, seja propriedade privada ou pública. Respeite a autoridade, e também outras pessoas ao seu redor.
Respeite os obstáculos: canos quebrados, tijolos soltos, paredes brancas. Queremos que o obstáculo esteja lá para que possamos treinar, queremos ser bem vindos nos locais onde frequentamos. Queremos divulgar parkour como uma prática CONSTRUTIVA, não destrutiva.
Respeite seu corpo: Ele precisa de preparação para praticar parkour. Precisa de cuidado. Dor pode ser um sinal de que há algo de errado com o seu treino. Você precisa do seu corpo sempre inteiro para continuar treinando, valorize-o.


EVOLUA

Seja hoje melhor do que você foi ontem.
E não pare por aí, leve parkour além do físico: Seja nos estudos, no trabalho, na sua vida pessoal: Cada passo que você da na rua é um treino, e deve ser melhor que o anterior. Seja uma pessoa melhor, um esportista melhor, um tracer melhor. Ande sem fazer barulho, escove o dente com a mão esquerda, reflita mais, se concentre mais em todos seus atos. Busque fazer com que CADA atitude sua seja consciente, cada inspiração pelo nariz, cada palavra lida, cada movimento, cada sentimento. Treine sua vida.


GIRE

Sim, gire! Parkour não tem mortal, isso está muito claro. Mas use seu corpo de formas diferentes, estimule de formas variadas! Aprenda mortal, aprenda a lutar, a nadar, a dançar... Perceba do que seu corpo é capaz e como isso pode ajudar, também, o seu parkour.


SOCIALIZE

Compartilhe de forma positiva o que você aprendeu. Aprenda com outras pessoas. Passe adiante tudo de bom que você aprendeu, com parkour ou não. Não feche sua cabeça, não feche seu círculo. Compartilhe sua visão e ouça as demais. Troque experiências, se politize. Seja um defensor da sua visão e seus ideais.

Fonte: Blog Parkour BR

Mestres do AR - Episodio 5

O 5º Episodio da Galera de São Francisco, contando apenas com dois Traceus, eu (CHROME) e Eric MASTER, nada de parkour nesse video, apenas Giros e Mortais.



sexta-feira, 6 de junho de 2008

A Eficiência e o Parkour

"Parkour é você ir do ponto A ao B da forma mais rápida e eficiente possível". Essa é provavelmente a frase mais repetida e clichê ao definir Parkour.
De certa forma, é o princípio do Parkour. "Ser eficiente", no sentido de que você não deve disperdiçar tempo, energia, e foca somente no seu destino.
A partir desse princípio, os praticantes começaram a pensar em técnicas mais eficientes, e desenvolvendo "técnicas prontas" a partir dos videos dos mais experientes, e sofisticação no treino. E começou a discussão entre os praticantes: As técnicas que não são ditas "eficientes" por esse critério de sofisitação deixam de ser parkour, se tornam técnicas "erradas"?

Nessa dita "eficiência", muitos elementos não são levados em conta. A singularidade de cada um, por exemplo. Seja pelo seu método de treino, sua força física, sua experiência de vida, ou diversos outros fatores, cada pessoa tem o seu proprio modo de mover, de treinar. No ser humano, além desses fatores matemáticos "calculáveis" na movimentação como velocidade, por exemplo, entra em jogo uma imensidão de fatores psicológicos que não podem ser medidos. A experiência, o medo...

Vi essa imagem na assinatura do TK17, um membro do forum do Parkour.NET:
(Seguro? Simples? Rapido? É eficiente (parkour)).

Acho que ilustra um pouco o que quero dizer, embora use conceitos subjetivos e não considere a particularidades de cada pessoa.

Por isso proponho deixar de lado por um momento o uso da palavra "eficiência" na definição do Parkour, e usar um conceito parecido: Mostrar que Parkour é o treino PARA ultrapassagem de obstáculos. Mostrar que o objetivo não é a eficiência, e sim o obstáculo.
Porque quando temos em foco um objetivo, naturalmente nos concentramos em atingí-lo, fugindo de elementos potencialmente prejudiciais à sua meta.
Se você foca em subir um muro, pouco lhe importa se vai usar a técnica de "climb up" ou se vai apoiar o antebraço. Se você precisa fugir rápido e pular por cima de uma cerca, você vai parar pra pensar que um salto mortal seria mais bonito?

É importante querermos evoluir e treinar e conhecer as técnicas mais "refinadas", mas no momento que limitamos o Parkour à essas, não o tornamos um "esporte de manobras", onde só as "manobras certas" são valorizadas, e o valor pelo deslocamento e naturalidade desaparece?
Esqueçamos por um momento os "monkey precisions", os "climb ups", e até mesmo aqueles "precisions parados". Vejamos videos de algumas pessoas como David Belle, Blane, Ilabaca, Stephane Vigroux.. E até mesmo nacionais porque não? O César do PKJUND, o Tiago Urso.. Podem fazer climb ups, mortais, monkey precisions e precisions lindos, mas e quanto à sua naturalidade quando se movem, seu controle? Como se conseguem de deslocar pelos ambientes, perante obstaculos?

Por isso digo que Parkour, primordialmente, é o treino focado no deslocamento. Pensando em chegar a algum lugar, independente do que alguem pode dizer o que é eficiente ou bonito. É o que você instintivamente vai fazer quando sentir a necessidade de se deslocar. É o que você faz PARA chegar a algum lugar.

FONTE: http://blog.parkour.com.br/

Parkour, filosofia e intervenção urbana

domingo, 25 de maio de 2008




Quando começamos a praticar parkour algumas vezes provocávamos estranhamento nas pessoas. Seguidos por olhares críticos, freqüentemente fomos reconhecidos como vândalos ou como adultos infantilizados brincando de pular muros.Assim, percebemos rapidamente que a prática de atividades não convencionais podem gerar preconceitos tolos por parte das pessoas. Felizmente isso não foi a regra, mas uma constante exceção. Estamos acostumados à intensa privatização do saber, das práticas, do ambiente em que vivemos, etc. Esperamos também uma normatização das coisas em detrimento da criatividade e das desconstruções e redirecionamentos. Quando passamos a freqüentar as praças públicas para treinar, descobrimos o quão mal utilizadas elas são. Muitas vezes, encontramos em dias ensolarados parques e praças vazias, espaços públicos e privados abandonados ou apenas inexplorados. É claro que ambientes privados como shopping centers, academias, clubes, etc, contavam no mesmo período com muitas pessoas. É justamente o abandono ou o desinteresse pelo espaço público, que faz as autoridades políticas e executivas freqüentemente abandonarem esses espaços. O aumento da violência é freqüentemente associado aos motivos da preferência pelos espaços privados e distanciamento do público. É claro que uma praça mal iluminada e vazia é um prato cheio para roubos ou outras violências. Justamente por isso, é que devemos estar do lado de fora de nossas casas, sair da suposta proteção que temos e lutar por um mundo melhor. Um espaço público habitado torna-se mais seguro e cuidado. A apropriação desses espaços é a principal forma de se reivindicar segurança e cuidado desses ambientes.Aprendemos que exercícios devem ser feitos nas academias, amparados por tecnologias cada vez mais novas. Temos a impressão que um aparelho de musculação de última geração é sempre a melhor forma de se conseguir um corpo saudável. Acreditamos que a academia mais cara deve ser a melhor para nós. Será que não vale a pena olhar um pouco para o passado? Também temos a crença de que não. Mas vamos fazer esse exercício agora. Quando crianças, somos capazes de exercer uma criatividade de dar inveja a qualquer adulto. A caixa de fósforos transforma-se em casa, a mesa de jantar num estádio de futebol, seres super-poderosos nos ajudam em nossos objetivos, e assim por diante. Nossa curiosidade nos tira dos caminhos convencionais e queremos subir na mesa para ver o que há sobre ela. Subimos em árvores para colher frutos ou brincar de Tarzan. Assim, de forma espontânea, treinamos nosso corpo e mente para o futuro e temos muito prazer naquele presente. O parkour, certamente pode ser encarado como uma retomada de tudo isso. Ter prazer numa atividade física e recriar o espaço pode ser, para muitos, melhor que repetir a mesma série de exercícios no mesmo lugar. O contato com a natureza, a busca de novos obstáculos, a criação de novas formas de ultrapassá-los e principalmente a mudança de sentido que o parkour dá aos objetos urbanos ensina que podemos recriar sempre, que podemos fazer do mundo aquilo que queremos que ele seja e não aquilo que quiseram por nós. Ao mesmo tempo, devido à variedade infinita desses objetos e as particularidades de um para outro, nosso corpo é trabalhado por completo na prática do parkour. Transformamos assim, a cidade numa grande academia, onde a regra de desenvolvimento é sempre pessoal. Todo o desenvolvimento físico e mental que o parkour proporciona deve ser conquistado individualmente, em sua relação pessoal com seus próprios objetivos, sem a fantasia de que qualquer progresso depende de fatores externos, tomando consciência que os objetivos e desafios a serem superados dependem de nós.Apesar de nosso grupo até o momento praticar parkour de acordo com a proposta de David Belle, fazemos isso por escolha, assim, somos contra qualquer normatização ou tentativa de aprisionamento do parkour. Acreditamos que o parkour vai além de ir de um ponto a outro do ambiente superando todos os obstáculos, pois vemos o parkour como uma porta para a reocupação do espaço público e privado. Por isso, todas as manifestações artísticas, esportivas, arquitetônicas, de entretenimento, etc, que propõem mudanças positivas nos interessam. Da mesma forma, acreditamos que o parkour pode ser um incentivo para grupos de dança, teatro, praticantes dos mais variados esportes e outros para que ocupem as ruas e transformem escadarias em arquibancadas para espetáculos, mesas de pique nique em mesas de ping-pong, terrenos abandonados em pistas de esportes, viadutos em palco de teatro e tudo mais que possa nos fazer bem.Recentemente estávamos em um parque da cidade de São Paulo quando um menino de cerca de seis anos solta a mão de sua mãe, sai da trilha que seguiam e corre para uma área pequena de mata fechada. Sua mãe grita em tom desesperado para que ele volte dizendo que seria atacado por aranhas. O menino volta decepcionado, e continua cabisbaixo pela trilha construída. Esta cena nos fez pensar. Desde pequenos aprendemos que as únicas trilhas corretas a serem seguidas são aquelas já prontas, algo como andar na linha, pois desviar dela seria perigoso. Esse menino perdeu a chance de se aventurar, de trilhar seu próprio caminho e ser criativo. A trilha só permitia contemplar a natureza, enquanto o que realmente desejava era interagir com ela.Um praticante de parkour faz da transgressão uma criação. Não teme entrar na mata fechada, prefere conhecê-la antes de recusá-la. Diante de obstáculos difíceis aprende a se aproximar com cautela, mas sem temê-los. Diante de obstáculos intransponíveis aprende a reconhecer e respeitar os limites. Preferimos cair e levantar, pois acreditamos que a vida é assim.

FONTE: www.leparkourbrasil.blogspot.com

CAMISA DA EQUIPE "FAKE"

sexta-feira, 23 de maio de 2008



E ai galera.. Tava meio atoa e resolvi fazer uma montagem, peguei uma foto antiga da Galera (a primeira pra ser mais exato) e meio que coloquei a "CAMISA" da equipe na Galera...

EM breve tem uma foto com a camisa mesmo.. erá só pra sentir a Emoção de como vai ficar a equipe uniformizada hehehehehe

Mestres do Ar Episodio 4

quinta-feira, 8 de maio de 2008

o 4º Episodio da Equipe Mestres do Ar já está na internet... e vc confere ele aki.

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BY: CHROME